quarta-feira, 10 de maio de 2017
Às pastorinhas todas
Mãos
em concha,
te trazia
estrelas frescas
colhidas
do meu céu;
em
meu colo
melífluo,
visco
pra te aderir.
Nestes
olhos aguados,
aquariado
vivestes Beta.
Da minha
boca Brasil,
dava a ti
a chama
quente cigana
de Vinícius;
verdades
augustas
dos Anjos;
versinhos
à la Quintana
e a ilha
intimista
de Cecília.
Da minha boca
provinciana,
eu, poesia rouca,
chegava a ti
por mim.
E ai de mim
que ia
pelo mundo assim
(em bom Português)
tão sem pastor
a me cantar
em liras.
Tão Marília sem Dirceu.
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