Anime-se,
meu bem,
deixe esse sono;
Lá no fim da rua,
em nosso pé de lua
é outono.
As folhas
enquanto caem,
pisam as gentes;
Mas mesmo
que nos diminua,
que nos mingue, não ligue.
Sigamos tontos,
juntos, como os frutos
caminham pelos troncos.
Venha ver
outras sementes
já bipartidas,
Os brotos,
feito mãozinhas
postas em prece,
rezam nós dois,
sonham nós dois,
enquanto dormem vida.

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