Ele sempre volta:
óculos escuros
a esconder olhos escusos;
Óculos escuros
a desviar olhos obtusos.
Vem de ombros flectidos,
coluna densa de desculpas.
Na mão,
um poemazinho sem brio;
na prosa, "old news".
Empurro goela abaixo.
Ouço.
Pra me dourar,
florzinhas na camisa,
caramelos derretidos no bolso.
Traz um novo canto
para nosso leito
e uma penúria além-mar...
E eu, se me convém, aceito.

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