caminho
do aeroporto JK
há um túnel
dourado
que para no ar;
Paira,
plana
sobre
as vontades.
Enleva:
me põe
no caminho
do meio.
E eixa:
me impõe
rumo certo.
Dobra-me
em tantos
dáblios.
Dablia:
me faz repetir.
Túnel
que asa,
que infla,
que me solta
em pipa,
que me mariposa.
Ponte
movediça
sobre o nada
de um rio.
Meu móbil.
Passagem
guindada,
aérea,
pêndulo áureo
do meu vazio.
Meu móbile.
Infindo arco
iluminado
que me acopla
à sua presença;
E me venta,
e me bafeja,
e me assopra em você.

Nenhum comentário:
Postar um comentário